Monumentos

Alguns dos Monumentos mais significativos da nossa vila e do nosso concelho info_gr

caastelo_mogadouro

Castelo de Mogadouro: Foi, outrora, uma enorme fortaleza, como se pode depreender dos desenhos de Duarte d’Armas (séc. XVI). Possuía o castelo um aspecto senhorial, altivo, com abantajada alcáçova, alta Torre de Menagem e fortes cinturas de muralha. Este castelo é do século XII. “O início da sua construção remonta, de facto, a D. Afonso Henriques, muito embora o castelo e as respectivas muralhas apenas tenham sido dadas como concluídas no tempo de D. Dinis”. Embora este castelo seja do século XII, nesse local já teria havido uma fortificação mais antiga, talvez da época da Reconquista. Foi concedido à ordem dos Templários por El Rei D. Dinis em 1297 e em 1319.  Classificação: Monumento Nacional.


castelo_penasroias

Castelo de Penas Róias: O castelo de Penas Roias é uma fortaleza medieval que foi pertença dos Templários, mas que  actualmente se resume a pouco mais que uma torre alcantilada, de planta quadrangular com 5 metros de lado, de aparelho simples à base de xisto quartzítico misturado com argamassa. A cantaria predomina nas janelas existentes a sul e a este. A porta situa-se a oeste, a cerca de seis metros de altura, e é  igualmente feita de cantaria. A estrutura frágil da torre não permite o acesso à mesma. Perto dela existe uma pequena torre circular com uma base em talude de execução recente.

 


 

conventoConvento S. Francisco – Mogadouro: Igreja seiscentista com planta de cruz latina e três naves. Presume-se que a construção da Igreja seja posterior à construção do convento, este do séc.XV. O seu altar-mor e as respectivas pinturas feitas por M. Lopes Matos, pela sua importância, estão também classificados. Este convento está, hoje, muito desvirtuado da sua traça original, uma vez que sofreu várias reconstruções, em virtude de dois incêndios que o destruíram. A Igreja de S. Francisco, que fazia parte do referido convento começou a reconstruir-se no ano de 1618 e terminou em 1689. Segundo a tradição foi um nobre da família dos Távoras (D. Luís Álvares de Távora) que o mandou erigir.


igreja_matrizIgreja Matriz de Mogadouro: Ao que tudi indica esta igreja teve, por antecessora, uma igreja mais pequena, muito provávelmente românica. A actual Igreja é do século XVI, tem 3 naves (separadas por arcos de meio ponto bem abertos e assentes em capitéis de ordem toscana) e abóbada gótica na capela mor. Na chave da abóbada desta capela, encontram-se esculpidos um brasão dos Távoras e outro da Ordem de Cristo. O retábulo do altar mor é de talha dourada do estilo pombalino. Os retábulos de Nossa Senhora do Rosário e de Santo António são do estilo barroco nacional e datam do século XVIII. Ao fundo da igreja encontra-se uma superfície de azulejos do século XVII. Neste século XVII, foi-lhe acrescentada uma torre sineira quadrangular.


igrejamisericordiaIgreja da Misericórdia de Mogadouro: Este templo é da segunda metade do século XVI. A porta é renascentista cujos portais são formados por duas pilastras dóricas, e o frontão tem sobre a arquitrave um nicho em forma de concha (onde se encontra uma pietá), e é ladeado por duas aletas. Esta igreja deve-se à família Távora, mais propriamente a D. Luís Álvares de Távora. A capela mor está decorada com frescos do século XVIII. O retábulo do altar mor deve ser do século XVII. As pinturas dos quadros que se usam nos passos, são do século XVIII, como deste século é a imagem do Senhor dos Passos, a imagem do Senhor jacente deve ser do século XVII.


igreja_azinhosoIgreja Românica do Azinhoso: Foi construída, ao que tudo indica no século XIII, pelos Templários, senhores de Penas Roias. A esta Igreja de Santa Maria do Azinhoso, concedeu D. João I, vários privilégios, quando por aqui passou, em finais do século XIV. Aqui orou, pela mesma altura, D. Nuno Álvares Pereira.(Para consulta mais detalhada sobre esta Igreja, recomendamos a leitura do livro: “A Igreja de Santa Maria do Azinhoso e o Românico do Nordeste Transmontano” da Dr.e Teresa Isabel M. Rodrigues Jacinto). Azinhoso era, também, terra de judeus. No velho caminho medieval que vai para Penas Roias, logo à saída do Azinhoso, ainda existe um local chamado “pelames”, onde os peleiros do Azinhoso curtiam as peles.


igreja_algosinhoIgreja Românica de Algosinho: É um curioso templo tardo-românico de planta longitudinal, composta por nave rectangular e capela-mor quadrada. A fachada, em aparelho “quadratum”, apresenta, tal como todo o templo, um perfil baixo, no que é acompanhado pelos contrafortes laterais. Destaca-se o portal em arco quebrado, com duas arquivoltas assentes em impostas despidas de decoração. Por cima da porta surge uma zona reentrante, marcada por fina moldura de volta perfeita, que alberga no seu interior uma estrela de seis pontas sobre um pequeno triângulo invertido. A cornija assenta numa cachorrada de sabor românico, mostrando motivos zoomórficos, vegetalistas e antropomórficos, que se prolonga à própria cabeceira.


pelourinho_azinhosoPelourinho do Azinhoso: Situado num pequeno largo, do lado esquerdo da igreja, este pelourinho seiscentista é de base cilíndrica assente sobre um soco de três degraus quadrangulares.
O fuste, com a altura de 4,30 m, é composto por dois blocos cilíndricos, tendo na parte inferior um pequeno rebordo e superiormente um anel. O capitel é constituído por uma cruz grega em pedra. O remate, em tronco de cone, tem uma moldura côncava decorada com besantes, sobre os quais corre uma corda e termina em pequena pirâmide com esfera.
Monumento classificado pelo decreto de 11.10.1933


pelourinho_bempostaPelourinho de Bemposta: Este pelourinho tem uma base circular assente sobre um soco recente de dois degraus quadrangulares.
O fuste é liso e cilíndrico e formado por dois blocos de alturas desiguais. No alto do fuste podem observar-se vestígios de um escudo em relevo com as armas nacionais.
O Capitel é em cruz grega e o remate é piramidal, encimado por dois discos sobrepostos. É rematado por uma pirâmide com discos.
Património classificado pelo decreto de 11.10.1933.


pelourinho_mogadouroPelourinho de Mogadouro: Ex-libris da nossa terra. Situado nas imediações do castelo, simple e rústico em todo o seu conjunto. Trata-se de um pelourinho quinhentista com base quadrangular e assenta sobre um soco de três degraus quadrangulares. O fuste é oitavado e formado por quatro blocos desiguais. A meio tem sinais de ter possuído uma argola de sujeição. O capitel é constituido por um disco de onde irradia uma cruz grega simples. O remate é piramidal e de formato cónico. Este actual pelourinho de Mogadouro, “testemunho local do Poder Civil, da autonomia jurídica e administrativa municipal e, principalmente, das liberdades dos homens do concelho”, é do século XVI. 


monopteroMonópetro de S. Gonçalo: Datado do século XVIII, fica situado na chamada Quinta Nova (Quinta de Nogueira). Erigido pela família dos Távoras, outrora senhores desta região, em homenagem a S. Gonçalo, patrono dos caçadores. Dizem tratar-se de um monumento único na Península Ibérica, dentro do seu género. Constitui um exemplar barroco de grande raridade, sem função rigorosa atribuída. É uma construção de planta circular, tipo pavilhão, assente sobre um soco de quatro degraus em forma de toro e escócia invertidos. Sobre este soco erguem-se seis plintos paralelepipédicos onde assentam seis colunas salomónicas de 1,90 m de altura, encimadas por capitéis jónicos.


Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

4 × 3 =